Hoje 29 de novembro de 2011, faz 10 anos que George Harrison nos deixou órfãos de um dos 4 “Garotos de Liverpool”. Morreu há 10 anos em Los Angeles aos 58 anos de idade. Sua morte foi devido ao câncer que havia atingido o cérebro.
Genialidade nos Beatles
George Harrison, musicalmente falando, era o cara nos Beatles. Porém, era muitas vezes relegado – junto com Ringo Starr – ao papel de coadjuvante, pois os “frontmans” da banda sempre foram os carismáticos Paul McCartney e John Lennon. Mas para quem tinha um mínimo de conhecimento musical acima da média medíocre dos amantes das paradas de sucesso, George Harrison foi muito mais que o Beatle místico que trouxe cítaras para o som da banda.
Admirador confesso de Carl Perkins e Andrés Segóvia, Harrison foi o principal responsável pelo elaborado requinte harmônico que os Beatles apresentavam, principalmente quando passou a dominar a complexa técnica com com guitarras de 12 cordas, o que acabou influenciando posteriormente, e de maneira decisiva, na sonoridade de inúmeras bandas. Com o fim das apresentações ao vivo dos Beatles (atitude da qual foi um dos mais fervorosos defesores), Harrison passou a contribuir mais intensamente para a música que a banda criava em estúdio, por trazer ideias mais densas e viajandonas, inaugurando a psicodelia musical – vide os requintados arranjos de Within You, Without You, Love You Too, Blue Jay Way, todas com explícitas influências orientais.
Ao tomar contato com a cítara durante as filmagens de Help!, Harrison começou a se interessar cada vez mais pelo instrumento, que culminou em sua inclusão na extraordinária Norwegian Wood (This Bird Has Flown) usada pela primeira vez numa canção pop – e de um aprendizado com o mestre citarista Ravi Shankar, assim como na famosa viagem dos Beatles à Índia em 68, onde foi composta grande parte daquilo que ficou conhecido como Álbum Branco.
Embora tivesse sido o primeiro integrante do quarteto de Liverpool a gravar um disco solo – Wonderwall Music (68) e Electronic Sound (69), ambos bastante experimentais e precursores da música eletrônica que seria feita nas décadas seguintes -, foi somente após o final do grupo, em 70, que Harrison finalmente sentiu que a liberdade artística havia aberto suas janelas.
Canções (Beatles)
A partir do álbum Revolver, de 1966, George Harrison realmente começou a compor músicas de maior qualidade, chegando a competir no mesmo nível com as composições de Lennon e McCartney. Neste álbum ele conseguiu lançar pela primeira vez três canções de sua autoria. Mas só em 1968 uma composição sua atingiria grande sucesso, a canção While My Guitar Gently Weeps, incluída no álbum duplo The Beatles (Álbum Branco). Curiosamente, o solo de guitarra de que fala a letra da música é executado pelo seu grande amigo Eric Clapton. No álbum de 1969, no disco Abbey Road, George lançou duas composições próprias: “Something” e “Here Comes the Sun” (provavelmente suas mais populares canções).
Something foi a primeira canção de George a ser lado A de um compacto dos Beatles, “Something/Come Together”. Ela é considerada sua mais bela canção e foi regravada por Elvis Presley e Frank Sinatra. Para Frank Sinatra, esta era “a melhor canção de amor dos últimos 50 anos” entretanto, ironicamente, Sinatra pensava que sua canção favorita tinha sido escrita por Lennon/McCartney. Porém, posteriormente na apresentação “Concert for the Americas”, Sinatra antes de fazer sua versão de “Something”, a credita como graciosamente escrita por Harrison.
Com o crescimento de suas composições, George Harrison começou a ter dificuldades de incluí-las nos álbuns dos Beatles pois Lennon e McCartney tinham vasto material a ser incluído e não sobrava espaço para suas composições. Durante a gravação do álbum The Beatles de 68 por exemplo, George teve três músicas excluídas (“Sour Milk Sea”, “Not Guilty” e “Circles”) além de quatro músicas incluídas (“While My Guitar Gently Weeps”, “Piggies”, “Savoy Truffle” e boa “Long, Long, Long”).
Para quem estiver interessado em adquirir um Roteador aqui vai uma dica :
TP-Link
Modelo: TL-WR841nd
- Duas antenas 5 dBi (sendo que o padrão é de 2 dBi)
- 300 Mbps (e tem muita gente com 54 Mbps e está satisfeitíssimo)
- Wireless N (bem mais rápido que o Wireless G)
Existe o modelo TP-Link WR741 que tem uma antena e 150 Mbps, que segundo informações é bem legal também e mais em conta. Se este for o caso pode valer a pena.
Eu fui convencida pelas pesquisas que realizei pela internet que um 300 Mbps seria melhor e não teria dores de cabeça, mesmo residindo em um apartamento pequeno.
Resumindo, são usados 1 notebook + 1 netbook + 1 smartphone = sinal perfeito, sem quedas de conexão e com uma leve impressão que o sinal ficou com menos ruído e por consequência mais rápido.
Quem nunca sonhou em ter uma ideia revolucionária, que pudesse render um pouco mais de dinheiro no bolso e fama? Inventores estão sempre pensando além do seu tempo, procurando maneiras de tornar atividades corriqueiras mais práticas e ainda lucrar com isso. Porém, nem sempre a segunda parte do “plano” dá certo.
Para obter lucro com algum invento, é preciso passar por um burocrático processo de patente, o qual garante exclusividade para a exploração comercial de um produto, marca ou ideia. Toda essa complicação faz com que algumas pessoas não registrem seus inventos e acabem não levando crédito algum por eles.
O Tecmundo decidiu pesquisar algumas ideias que deram certo e que todo mundo conhece, mas que poucos sabem sua real origem. Confira abaixo uma lista com alguns criadores e suas famosas “criaturas”.
Harvey Ross Ball
O que: Smiley Face Onde: Estados Unidos Quando: 1963
Conhecido internacionalmente, o Smiley Face foi criado na década de 60 por um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. Harvey Ross Ball serviu a Guarda Nacional por 27 anos e recebeu prêmios de bravura durante a guerra, mas não é por isso que ele ficou famoso. O trabalho mais conhecido de Ball é o famoso Smiley Face, emoticon que traz uma carinha amarela sorrindo, largamente utilizado na internet.
Criado para ser utilizado na campanha interna de uma empresa, o produto ganhou o mundo no formato de bottons. Entre 1963 e 1971, cerca de 50 milhões de carinhas felizes foram enviadas aos mais diversos cantos o planeta. O Smiley Face levou cerca de 10 minutos para ser criado e rendeu US$ 45 para Ball, que nunca teve interesse em registrar patente por sua criação.
Alexey Pajitnov
O que: Tetris
Onde: Rússia
Quando: 1984
Menos de um mês. Esse foi o tempo necessário para que Alexey Pajitnov desenvolvesse um dos jogos mais famosos dos últimos tempos, o Tetris. Empregado na Academia de Ciência Russa durante a Guerra Fria, Pajitnov era responsável pelo desenvolvimento de pesquisas na área de inteligência artificial, o que permitia que ele criasse quebra-cabeças e jogos no trabalho.
Pajitnov fez um acordo com seus superiores: eles ajudavam o cientista a publicar o jogo e o dinheiro ia para a empresa. Também fazia parte do acordo que, após 10 anos, o governo enviasse para Alexey um cheque como forma de compensar seu trabalho.
Porém, como o governo entrou em colapso pouco tempo depois, o dinheiro nunca foi enviado. O pesquisador conseguiu os direitos pelo seu jogo, em 2004! Mais de 20 anos, 70 milhões de cópias e vários milhões de dólares após a criação de Tetris.
George Romero
O que: A Noite dos Mortos-Vivos
Onde: Estados Unidos
Quando: 1968
Apelidado de “Godfather of all Zombies”, George Romero é escritor e diretor do filme "A Noite dos Mortos-Vivos", que é considerado a base para sucessos como "Sexta-feira 13" e "Halloween". O filme é um enorme sucesso e, mesmo depois de 40 anos, ainda é vendido nas lojas do mundo todo. Porém, Romero não ganhou tanto quanto queria com a produção.
Nos anos 60, era preciso adicionar um aviso de direitos autorais nos filmes, declarando em alto e bom som que você era o dono da produção; do contrário, o trabalho se tornava público. Os produtores do longa-metragem se esqueceram de adicionar o copyright nas fitas distribuídas (inclusive em alguns dos remakes). Dessa forma, A Noite dos Mortos-Vivos é, na verdade, um filme de domínio público.
Mikhail Kalashnikov
O que: AK-47
Onde: antiga União Soviética
Quando: 1947
Depois de se ferir durante um confronto da Segunda Guerra Mundial, Mikhail Kalashnikov se viu obrigado a passar algum tempo no hospital. O soldado da então União Soviética aproveitou o tempo em repouso para projetar uma das melhores armas de combate já criadas, a AK-47. Com mais de 100 milhões de rifles circulando por aí, Kalashnikov deveria estar na lista dos homens mais ricos do mundo.
Tudo o que o soldado recebeu foi um bônus de agradecimento pelos serviços prestados. Isso porque o governo comunista não pagava os “inventores” na época em que a arma foi criada, como no caso do jogo Tetris. Cinquenta e dois anos depois, em 1999, a Izhevsk Machine Shop conseguiu patentear a arma. Mikhail deixou de ganhar centenas de bilhões com o seu projeto.
Retirando da música Amen Brother, do The Winstons, The Amen Break são os cinco segundos do solo de bateria mais famoso que existe. Utilizado como base para a batida de centenas de música de hip-hop e outros estilos, apenas esse pequeno trecho poderia ter enchido o bolso da banda de funk e soul norte-americana.
O problema é que o The Winstons tocava em uma época em que patentear cinco segundos de música era praticamente impossível. Mesmo depois que a batida começou ou fazer sucesso, os integrantes da banda, inclusive o baterista, não se incomodaram em correr atrás dos direitos autorais; nem quando a empresa Zero G conseguiu a patente e tentou arrecadar dinheiro com isso.
Daisuke Inoue
O que: Karaokê
Onde: Japão
Quando: anos 70
A banda na qual Daisuke Inoue tocava permitia que outras pessoas pegassem o microfone e cantassem nas apresentações em bares pela cidade. Tudo para aliviar um pouco o stress depois de um dia de trabalho. Um dia, os integrantes do grupo não puderam comparecer a um show, então Inoue teve a ideia de pegar músicas pré-gravadas e tocá-las para que as pessoas acompanhassem. Surgiu o karaokê.
Porém, o sucesso da ideia foi tão grande que Inoue e sua banda se esqueceram de patentear a invenção genial. Grandes empresas começaram então a fabricar máquinas de karaokê e vendê-las a bares e estabelecimentos voltados ao entretenimento. Como não havia registrado seu invento antes, Inoue não pode reclamar por direitos autorais.
Douglas Carl Engelbart
O que: Mouse
Onde: Estados Unidos
Quando: anos 60
Engelbart sempre trabalhou com a interação entre o homem e computador, desenvolvendo interfaces e dispositivos que facilitassem o uso de máquinas. Foi nos laboratório de pesquisa de Stanford que Carl e seu colega de trabalho Bill English deram a primeira luz ao mouse, um dos periféricos mais utilizados nos computadores atualmente.
A ideia surgiu porque a dupla acreditava que ter um cursor para clicar sobre os botões tornaria tudo bem mais simples. Engelbart nunca recebeu quaisquer royalties pela invenção do mouse, pois o seu pedido de patente da invenção expirou antes que o periférico começasse a ser utilizado em computadores pessoais.
Governo norte-americano
O que: GPS
Onde: Estados Unidos
Quando: 1995 (início do lançamento dos satélites em 1979)
Criado para uso militar, o sistema de posicionamento global foi liberado para o uso civil apenas em meados dos anos 90. A partir daí, o número de aplicações e aparelhos que fazem uso do GPS cresceu exponencialmente, pois não é preciso pagar nada para utilizar o sinal transmitido pelos satélites.
Embora se saiba quem deu origem ao projeto, o sistema de GPS não possui nenhuma patente registrada. Dessa maneira, o governo norte-americano não arrecada nada com a liberação do sinal para os civis. Além disso, outros países estão criando seu próprio sistema de posicionamento global sem se preocupar com direitos autorais.
Dennis Ritchie e CIA
O que: Sistema Unix
Onde: Estados Unidos
Quando: 1965
Em um esforço conjunto, AT&T, General Electric e MIT reuniram Ken Thompson, Dennis Ritchie, Douglas McIlroy e Peter Weiner em um mesmo laboratório a fim de desenvolver um sistema operacional chamado Multics. Depois de ver que o projeto não teria futuro, as empresas cancelaram a parceria, mas a equipe de desenvolvimento não se afastou e desenvolveu o Unix.
Foi uma opção dos envolvidos no projeto distribuir livremente o código-fonte do sistema. Depois do artigo publicado na mensal ACM (Association for Computing Machinery), o interesse pelo SO cresceu, e começaram a surgir diversas distribuições baseados no Unix, algumas para uso comercial (Solaris). Hoje o termo “Unix” é atribuído a uma família de sistemas operacionais
Pesquisadores da Universidade Northwestern estão modificando as baterias de lithium-ion para que durem 10 vezes mais e recarreguem 10 vezes mais rápido que a tecnologia utilizada atualmente.
Segundo os cientistas, esta nova tecnologia poderia chegar ao mercado em até 5 anos, de acordo com informações reportadas pela BBC .
Os cientistas estariam inserindo milhões de pontos minúsculos (de 20 a 40 nanômetros de diâmetro) e modificando o movimento e a densidade das células de lithium-ion, o que ajudaria a melhorar a vida útil da bateria e a velocidade no processo de recarga.
Um protótipo desenvolvido desta forma pela equipe de cientistas da universidade pode ser recarregado completamente em apenas 15 minutos e dura uma semana com uma única carga.
Os pesquisadores explicam que a velocidade e a densidade de uma bateria podem ser modificadas ao utilizar diferentes materiais durante o processo de fabricação do componente.
“Mesmo após 150 recargas, que daria cerca de um ano de operação, a bateria ainda está cinco vezes mais eficiente que as baterias lithium-ion no mercado atualmente”, afirmou à BBC o Dr. Harold Kung, cientista chefe do projeto.
Hoje vou brincar um pouco com números, fazendo continhas bem mequetrefes para ver como está o acesso dos brasileiros à leitura. O salário mínimo por aqui gira em torno de R$550,00 e consta que mais de 50% da população sobrevive com esta remuneração, o salário mínimo americano seria de U$7,5 por hora o que daria cerca de U$1.200,00 por mês, mas o índice de pobreza lá é U$20.000,00 ano, o que dá U$1.666,00 dólares ao mês, consta que cerca de 13% da população ganha nesta faixa. Assim, convertendo em reais, o salário mínimo americano seria de R$2.750,00. Este será nosso ponto de comparação para ver quanto pesa o livro no salário mínimo americano ( que apenas 13% recebem), contra o mínimo brasileiro que é mais da metade da população, eu sei, é meio grosseiro, mas já dá uma boa idéia, se erramos estamos sendo condescendentes, uma vez que o salário nos EUA é muito maior pois apenas 13% ganham no limite estabelecido de pobreza.
Nos EUA encontra-se boa seleção de livros em papel por U$6,00, acha-se livros mais baratos, mas para comparação acredito que está bom; também encontra-se a maioria dos livros a U$12,00, há mais caros, mas grande parte da literatura mais popular estará nesta faixa. Se considerarmos o preço do livro em relação ao salário mínimo, o livro que para o americano custa U$6,00 (R$10,00), para o brasileiro deveria custar R$2,00 para termos o mesmo acesso à literatura; o livro de U$12,00(R$20,00) custaria a nós R$4,00. Lá se estima que 70% da população seja leitora, aqui estima-se que apenas 25% saibam ler com fluência para encarar um livro.
Quem tem maior acesso ao livro, americanos ou brasileiros? Podemos ainda brincar um pouco mais com os números, tomando a mesma comparação, há livros “baratos” no Brasil por R$30,00, muito poucos abaixo disto, com a maioria da seleção girando em torno dos R$50,00. Gritem se eu estiver enganado e minha livraria for careira, mas é difícil fugir destes preços. Pela mesma proporção, o livro de R$30,00 deveria custar ao americano U$90,00(R$150,00) para que ele tenha o mesmo acesso que nós à literatura, e o livro de R$50,00 custaria a bagatela de U$150,00(R$250,00). Outra coisa interessante é que aqui livro não tem imposto, como explicar?
Estão espantados? Revoltados? Calma, tem mais um pouco, eles compram um e-reader por U$80,00(R$132,00); para o e-reader ter o mesmo acesso no Brasil, novamente tomando como base o salário mínimo, deveria custar R$27,00. O mesmo e-reader importado pelo brasileiro custa cerca de R$400,00, graças ao imposto criminoso cobrado sobre o aparelho. Para os americanos terem proporcionalmente o mesmo acesso ao e-reader que importamos de sua terra, o aparelho deveria custar U$1.210,00(R$2000,00)!
Como seria o acesso dos brasileiros à literatura com os livros custando entre R$2,00 e R$4,00? Teríamos mais leitores? Proporcionalmente é isto que paga o americano. O que nossos colegas do norte achariam de pagar U$90 a U$150 nos seus livros? Seria um preço justo ou estariam sendo roubados? Ainda devemos levar em conta que eles têm livros circulando a mais de duzentos anos antes de nós e que a literatura lá já foi muito mais acessível do que é hoje.
Não adianta apenas educar, letrar, a fluência da leitura só vem com o exercício da mesma, e para isto precisamos livros. Com esta distorção o Brasil continuará a ser um país de iletrados; o e-reader é a primeira oportunidade real de inverter esta equação nefasta. Quem coloca barreiras em seu caminho é por querer um país de ignorantes.